As mulheres são como Napoleão…
by Elias Canetti on May.25, 2010, under cama virtual
“As mulheres são como Napoleão tentando invadir a Rússia: Acham que podem ganhar onde todo mundo perde.”
“Soneto ao Buraco do Cu”, sugestiva parceria de Verlaine e Rimbaud
by Elias Canetti on May.18, 2010, under cama virtual
“Obscuro e enrugado como um cravo roxo,
Ele respira, humildemente escondido ao musgo
Úmido ainda de amor que segue a doce fuga
Da nádegas brancas até o âmago de sua orla.
Filamentos parecidos a lágrimas de leite
Choraram, sob o vento cruel que os repele,
Através dos pequenos coágulos de marga ruiva
Para irem se perder onde declive os chamava.
Meu Sonho frequentemente se colou à sua ventosa;
Minh`alma, com ciúmes do coito material,
Dele fez seu lacrimário fulvo e seu ninho de soluços.
É a oliva desfalecida, e a flauta carinhosa;
É o tubo por onde desce a celeste pralina:
Canaã feminino encerrado nas umidades!”
a visita.
by Lolita on Mar.11, 2010, under cama virtual
ela me visita de vez em quando
não tenho como ignorá-la visto que sua visita sempre é doce e de última hora
surpresa. surpresa! surpresa…
comprou meiões novos. brancos, com listras vermelhas horizontais
como meias de garotas dos anos 70
me fala sobre lençóis de estrelas, caminhos e escolhas
me deixa confusa como sempre.
me faz sorrir o sorriso de canto de boca
quase deixo escapar, quando lembro que é apenas uma visita.
está feliz, leve e arisca. está como gosta de estar.
está ela, acima de tudo
essa coisinha perfeita e chata e irresistível
ela me visita de vez em quando e desejo prender a respiração
para que nunca
nunca
nunca
vá embora.
músicas sexuais de uma lolita:
http://www.youtube.com/watch?v=qNgksaGDlFA
RÉQUIEM PARA UM GOZO VIRTUAL – LDF | Valentina Crepax
by Dashiell Hammertt on Jan.27, 2010, under bastidores, cama virtual, depoimentos, making of
eu já havia recebido o convite da filmagem há muito tempo. já me interessava pelas coisas que saíam da cabeça desse diretor polêmico e fetichista. sempre tive vontade de me colocar à prova em suas mãos. sempre desejei que fizessemos um trabalho coerente com nossas mentes insanas. mas como em todo conto de fadas, o desejo do sim passa por alguns meandros que dificultam o famoso lálálá alegre e contente dos smurfs e o final da história demora a acontecer…
O corpo quente em contraste ao ambiente invernal, Valentina Crepax paira muito além de uma graphic novel erótica e desafia a leitura lacaniana no corpo de seu texto direto e sinuoso. Mata Hari de espírito incomum;
Rigorosamente anárquica com direito ao contraditório.
músicas sexuais de uma lolita – etérea.
by Lolita on Jan.20, 2010, under cama virtual
Tell me I need to know,
where do you wanna go,
cuz if ya don’t,
I’ll take it slow,
make you lose control
Baby would you like,
to spend the night,
the whole night,
and maybe if you play it right,
you can be all mine
Do you mind if I take you home tonight,
stay another day,
if that’s okay,
tell me baby,
would you mind if I take you home with me,
where no one can see,
so don’t be shy
night, night, night, the whole night.
U’ll never make a saint of me
by Dashiell Hammertt on Jan.13, 2010, under bastidores, cama virtual, produção, tecnologia
Antecipei minha volta das merecidas férias por conta de uma grande revolução nos servidores que hospedam nosso site, o que significa uma série de novidades tecnológicas que serão acrescentadas ao arsenal multimedia nosso de todos os dias, dia após dia.
Fora as boas notícias que andam chegando de Londres, mesmo que a cerveja morna dos pubs de lá estejam 30 graus abaixo de zero.
Breve!
feliz 2010.
by Lolita on Dec.31, 2009, under cama virtual
acho que mata hari escreveria algo desse tipo, se tivesse a oportunidade de escrever em algum lugar que sherlock definitivamente fosse ler. não é muito meu estilo, visto que gosto de coisas mais picantes e não me apego tanto assim aos homens, quanto ela.
sou nova, ainda tenho muito pela frente. (…) que se danem os coraçõezinhos de algodão; quem chega perto de uma lolita por enquanto só se machuca. (…)
quer dizer: eu sinto que mata hari, no fundo, no fundo, quer amar e ser amada. só isso.
eu não. ainda não sei o que é sequer a paixão.
- mas é um poema bonito, lo. não seja estúpida. o dia em que vc. descobrir a paixão, estará ferrada. verá que ela machuca até uma pessoa desapegada como você. é tudo muito bonito e perigoso. é assim mesmo. e terás que estar preparada, tomar cuidado.
ok. esse dia ainda não chegou. não sei do que vc. está falando, certo? por enquanto mostro aí embaixo o que eu acho que mata hari realmente sente.
- ela não sente isso! muito pelo contrário, ela sentiu foi muito TESÃO em fazer sexo virtual! tenho certeza! ela é uma mulher moderna, forte! dessa vez tenho que te dizer que ela estava só curtindo, não se envolveu com sherlock.
forte sei que é. mas sozinha também. como todos nós. vamos lá, admita! é muito mais fácil! diga pra vc. mesma que sente só neste louco mundo virtual. e que quer alguém ao seu lado.
- essa não é a mata hari, lolita!
(…)
- é?
cor-respondência (elisa lucinda)
Remeta-me os dedos
em vez de cartas de amor
que nunca escreves
que nunca recebo.
Passeiam em mim estas tardes
que parecem repetir
o amor bem feito
que voce tinha mania de fazer comigo.
Não sei amigo
se era o seu jeito
ou de propósito
mas era bom, sempre bom
e assanhava as tardes.
Refaça o verso
que mantinha sempre tesa
a minha rima
firme
confirme
o ardor dessas jorradas
de versos que nos bolinaram os dois
a dois.
Pense em mim
e me visite no correio
de pombos onde a gente se confunde
Repito:
Se meta na minha vida
outra vez meta
Remeta.
GIRL6 – LDF | Lolita
by Dashiell Hammertt on Dec.20, 2009, under bastidores, cama virtual, depoimentos, making of
o ’sherlock especial’ era um carioca. daqueles BEM cariocas. esperto, malandro, marrento, divertido, com certeza não só gosta de sexo como gosta COM DESENVOLTURA! deus do céu, estou triste demais, não vou conseguir. quero chorar, quero morrer, odeio sexo, odeio o mundo! a cena era digna mesmo de tele-sexo, como naquele filme do spike lee, “Girl 6?: eu sentada em frente ao computador
Lolita é a primeira de nossos personagens autores a ter um texto “promovido” de post para depoimento neste blog, pois como sempre, ela faz por merecer, além de ser uma impressionante usina hiperativa, ela sabe como pegar um cara pelo pau e levar para onde quiser.
Mesmo que seja um pau virtual.
Linha de Fuga no UOL – cinema de domingo
by Flaubert Gus on Dec.13, 2009, under crossmedia, imprensa
Diretor de “Cama de Gato” promete “pequena revolução digital” em novo filme
Especial para o UOL, do Cineweb
Alexandre Stockler não se importa de ser a “ovelha negra do cinema brasileiro”, como ele mesmo se define. O diretor do polêmico “Cama de Gato” (2002) viaja na próxima semana para a Inglaterra, onde irá montar seu novo longa, “Linha de Fuga“, com o qual promete “fazer uma pequena revolução no cinema digital”. “Não é apenas um filme, eu fiz vários filmes, todos com o mesmo roteiro. Quero mostrar como são possíveis as diversas variações sobre a mesma história”, antecipou ao UOL Cinema.
leia mais em:
http://cinema.uol.com.br/ultnot/2009/12/13/ult4332u1401.jhtm
POR QUE EU SOU SAFADÃO! – LDF | Sick Boy
by Dashiell Hammertt on Dec.09, 2009, under bastidores, cama virtual, depoimentos, making of
No começo do processo foi tudo muito difícil, inclusive os ensaios. (lembra, lan house, idosos ao lado, Ipanema, etc…). Não tenho “saco” para internet, nunca tive, não gosto mesmo! Mas por um projeto tão interessante e com pessoas legais valeu a pena o “sacrifício”, já que era esse o preço a pagar, para viver essa personagem tão intensa e intrigante.
Direto ao ponto, mas repleto de referencias cruzadas, Sherlock descreve a dor e a delícia das experiências teatrais ou cinematográficas tecnologicamente extremistas, como é o caso deste longa Linha de Fuga, durante os ensaios e as filmagens com suas parceiras anônimas.
Safadão, mas não o único!


